sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mim!...

E por mais uma vez
Meu suspiro se torna quase infinito
A tua aparição de repente
Trouxe tanta coisa junto
Ao mesmo tempo em que queria abraçá-la,
Beijá-la, sentira eu um medo.
Um medo tão grande quanto à infinidade do mar
Um medo que se apoderou de mim
Tão rápido...
Por mais uma vez calado fiquei
Mostrando o vazio que eu me tornara
E você?
Será que agradei?
Será que minha sina sempre me amaldiçoaria?
Só sei que você será minha felicidade
Ou ficarei mais uma vez derrotado
Por um inimigo fatal
Que será...

EU MESMO!!!

O Meu Abismo!

Tudo o que acontece sem razão
Sempre tem uma razão...
Todo o corte no coração
E um sonho que morre...
Ou desmaia...
Uma vida jogada fora
Ou um individuo perdido...
Contudo estou aqui sentado
Olhando pra o fundo do abismo...
E você do outro lado como todos...
A ilha que criei pra mim é tão diferente das outras...
Não há coqueiros, nem palmeiras...
Penas um amontoado de terra...
E ao invés de água
Um abismo...
Tão profundo que pode chegar à as entranhas da terra...
Fico aqui sentado observando todos de longe...
E suas vidas felizes...
Tomara que um dia possa me juntar à eles...
E poderei te encontrar.....

Sumir...

Recolho-me sozinho
Pra mais uma vez meditar
Reviver todas as lembranças ruins
Cortar-me todo por dentro
E dentro de mim tudo acontece como eu quero
Já que minha vida é somente de ilusões.....
Por enquanto estou bem
Mas de repente uma agonia me parte no peito
Uma vontade louca de fazer alguma coisa
Que nem mesmo eu saiba...
Ou talvez saiba... Mas não ouso a dizer a mim mesmo
Contudo essa vontade de sei lá, gritar, chorar, dormir...
É como se todos os sentimentos quisessem se manifestar de uma vez só
E essa vontade de desaparecer...
Sumir... não ligar mais pra nada nem ninguém...
Esquecer tudo, ou se afundar em lágrimas sem que ninguém saiba...
Assim meu peito arde, queima, se corroe....
Quando olho lá para dentro há somente uma coisa, ou melhor, uma pessoa
Você.....
E assim a escuridão me ataca mais uma vez....

Lágrimas?

Enquanto choro tudo a minha volta se modifica
E enquanto a noite e a escuridão tomam conta
De onde a luz do seu olhar raiava...
Ah! Doces momentos vivi com você
E tantos outros nem ocorreram
Enfim você foi embora
Deixando somente seu rastro de luz
Aqui no escuro onde já fui jogado tantas vezes
Espero que você volte
E traga minha luz de volta
Aqui é tão frio e úmido
E meu coração fica vazio
Marcado com cortes fundos
Meu coração se cicatriza devido ao frio
Para mais uma vez ser dilacerado...
Espere meu retorno.....

Me Afundo!

E por mais uma vez chorei
Perdido num Mar de sangue e dor
Sozinho e perdido
Já cansado de tirar água do meu barco furado
Por um momento paro e me deixo começar a afundar
E então nada mais importa!
E me vendo afundar no próprio
Mar que eu mesmo criei
De repente tudo escurece
E mais uma vez as lembranças
Vem, Vem me atacar com toda a força
E meu barco afundando lentamente comigo dentro
Como se já não fosse ruim
Sua imagem vem na mente tão
Nítida que chega a ofuscar
E te olho pela última vez
Com remorso até o último fiapo de minha alma
AFUNDO....

Meu Sonho!

Tudo o que lhe peço
É um pouco de atenção
Tudo que eu quero é que você me veja
E tudo que eu sonho é que você me ame
Mesmo que este sonho seja impossível
Continuarei sonhando
Pois é isso que me move
É isso que me dá força para continuar
É isso que me diferencia dos outros
Por isso não pense que irá encontrar
Um amor igual ao meu
Pois quem escreve estas palavras
Já deu tudo por ti
Meu coração só você sabe onde está
Pois há muito tempo lhe entreguei
Sem nenhum medo
Sem nenhuma duvida
Entreguei-te, pois é seu de direito
Porque quando entrastes em minha vida
Meu ser se modificou
E agora o que será de mim?
O que irei ter que fazer para te ter?
O que vou fazer para te ganhar um pouco de sua atenção?
Até quando irei sofrer e me cortar por ti?
E é olhando em teus olhos
Que busco as minhas respostas
Nesses dois pontos infinitos
Que sempre me dragam
Atraem-me cada vez mais
E então mais uma vez
Perco-me no infinito
Procurando uma coisa que não perdi...

Eclipse Lunar!

E enquanto vejo o Eclipse LunarPego-me a delirarE me imagino a teu lado (Onde estarás?)Ah! Doce ilusão que invade a almaE enquanto a lua some devagarMinuto a minuto, segundo a segundoMeu coração se parte em dois mais uma vezE então te amo maisMais e Mais a cada minutoE quase em sua totalidadeE no êxtase da minha paixãoNesse momento meu coração chega a bater mais forteE nesse momento eu só queria dizer...
EU TE AMO!
Mas isso não é possívelMesmo assim meu amor não ira acabarMesmo que tu não me amesEsse amor vai crescer dentro de mim, me consumirE sem você não sei viverE sob esse eclipse que se completaO grito em minha gargantaPermanece entalado...Quero-te maisNem que tenha que te esperar pra sempreMesmo que tenha que definharDe saudade suaMesmo que o mundo acabeE todas as coisas que conhecemos deixassem de existirMeu amor permaneceria intactoPois ainda assim minha alma continuaria
AMANDO-TE!